Mãe e Filha. Amigas para Sempre!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

JANETE SCHREDERHOF - A SAUDADE QUE FICOU PARA SEMPRE

 
 

Sou totalmente contra quando médicos relatam aos pacientes que estão em estágio terminal.

Ninguém leva em conta o fator psicológico do paciente.
E nós seres humanos somos movidos totalmente pelo psicológico.
Nada que façamos é involuntariamente, tudo é produto do que pensamos, planejamos, imaginamos etc.

Portanto, dizer a uma pessoa que ela tem uma doença e que essa doença a levará a morte é proporcionar o adiantamento do natural dos fatos.

É amissível, que desde quando somos pequeninos em pré-escolar, tem psicólogos e pedagogos para nos acompanhar. Isso é possível e ocorre em toda a nossa vida, mas quando no final da vida, na mesma linha profissional, nos tratam sem piedade ao dar a noticia que nosso tempo no mundo está no fim. E ainda tem quem diga com precisão, como foi o caso de minha mãe que a médica previu 60 dias.

Mas, a minha duvida é: com a administração da ortotanásia seria isso mesmo? Minha mãe viveu após o diagnostico médico 62 dias.

Seu semblante nesta foto era de muita tristeza. Calou-se diante da vida sem saber o que era a morte, pois ninguém se prepara para tal situação, já que desde quando nascemos, somos posicionados a lutar pela vida, impondo até mesmo pisar nos outros para chegar aos objetivos egoístas e ambiciosos.

Minha mãe foi embora desse mundo com varias perguntas sem respostas. Além de perceber que seus filhos, embora criados por ela, são totalmente diferentes, no pensar e ver a vida...
 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

outubro, a comemoração é parcial

Esse mês de outubro é um mês de muitas alegrias, pois nasceu em minha família, meu neto Lucas e meu filho Emílio no mesmo dia (31) com diferença de 16 anos. Eu também nasci neste mês no dia 11. E a base de todos nós também nasceu em outubro, no dia 2. Sim! Minha mãe, no ano de 1939.

Porém, hoje, a comemoração é parcial, pois não temos, mas, aquela que foi o principio de nossas vidas. JANETE SCHREDERHOF, essa que nunca criou inimizades, pois era uma pessoa ativa, dinâmica e guerreira diante dos obstáculos da vida árdua que labutou todo o tempo em que viveu no mundo. Plantou sementes por onde passou, fazendo amizades, sem nenhuma distinção.

Mas, a morte é cruel, pois arranca de nós pessoas que amamos, porém, que jamais se apagará de nossos corações. E leva sabe-se lá para onde? E diante disso, dessa dor irreparável, não deveríamos nós seres mortais sermos mais humanos? Praticar a solidariedade, a cumplicidade, preservar a família, dando uma base aos nossos filhos, pois é por meio deles que damos continuidade a vida e seremos eternos?

Eu implorei para minha mãe parar de fumar, mas o vício foi mais forte que ela e assim igual a sua fraqueza diante do terror que é o vicio, quantas pessoas se acabam em leitos de hospitais sem volta e a doença se instala irreversivelmente, onde deixa muita dor no ciclo famílias e aonde só quem ganha com isso são os fabricantes das indústrias e os governantes ao subtraírem os gordos lucros e impostos.

Quando morre uma pessoa, flores, vela, urna, documentação, abrir uma gaveta do tumulo, etc. tudo isso é arrecadado imposto. E quem perde é apenas a família, pois a dor jamais cessará dos corações...

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

02 DE OUTUBRO, ANIVERSÁRIO DE NASCIMENTO DA MINHA MÃE

hoje, 02 / 10 é aniversário de nascimento de minha mãe.
a primeira coisa que eu fazia quando acordava, nesse dia eu ligava para ela para lhe dar os parabéns.
hoje, não pude fazer isso, mas foi a primeira coisa que lembrei... Porém, eu lembro de minha mãe todo dia, todo instante e ainda não entendo o porquê disso, que Deus é "tão bom", mas leva para longe de nós aqueles que amamos.



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

CARTA PARA MINHA MÃE EM SEUS 60 ANOS / 1999

Essa carta simples e de punho eu escrevi para minha mãe quando ela estava completando sessenta anos de idade. encontrei em seus guardados e o quanto me doeu ao perceber que a 13 anos atrás eu já previa o que o futuro nos reservava e principalmente a dor que me esperava ao ter que me despedir da minha mãe.
 
 
a carta acima, quando eu escrevi para minha mãe, eu não tinha nem mesmo o primeiro grau completo. 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

QUATRO SENHORAS (IDOSAS) VIERAM AJUDAR MINHA MÃE A SE DESPREENDER DA VIDA NA TERRA

No dia 19 de fevereiro deste ano (2013), eu estava junto a minha mãe no hospital. Ela já estava em estado vegetativo, pois por imposição de meus dois irmãos foi feito a ortotanásia, sugestionado pela médica que assistiu a minha mãe no processo da doença (câncer).
Mais ou menos eram umas 16hs e iriam ficar no meu lugar: um sobrinho e seu pai.
Enquanto eles estavam ausentes do quarto, eu ao lado de minha mãe sentada à beira de sua cama, segurando sua mão e horas eu rezava e conversava com Deus, horas eu conversava com ela.
Às vezes eu percebia que ela ainda escutava e entendia e devido a isso queria se comunicar, mas as suas forças eram limitadas. Não sei se por causa da medicação administrada ou pela sua própria condição em que estava...
Mas, suas mãos também horas se mexiam, horas ela segurava a minha.
Eu com a minha cabeça debruçada a sua cama, por um momento vi na minha casa, ou melhor, na casa de minha mãe que é junto a minha, vi quatro idosas se adentrando pela porta da casa de minha mãe. Percebi que três delas estavam com uma espécie de roupão na cor branca, mas no tecido que antigamente se fazia (saco de alimento, depois de alvejado). A última estava também com um roupão, mas na cor cinza e o cinturão azul celeste.
Todas essas senhoras eu vi pelas costas.
Quando percebi essa transição, levantei a cabeça, olhei para minha mãe e que continuava do mesmo jeito, sem alterações. Nisso eu comecei a ficar ansiosa para vir para casa. E vim.
No caminho eu senti que tinha algo que precisava fazer, mas não entendi o que.
Nessa noite dormi tranquila, praticamente desmaiei de cansaço. 
No dia seguinte eu decidi que iria render a amiga que estava com minha mãe, pois essa havia rendido à mulher do meu sobrinho e sua madrasta.
Quando cheguei ao hospital por volta das 19horas. A amiga de minha mãe, disse que eu poderia voltar e descansar mais um pouco, pois no dia seguinte sim, ela precisaria que alguém lhe rendesse, já que tinha compromissos particulares.
Bom! Percebendo eu que não tinha mais o que fazer ali, já que minha mãe estava em estado vegetativo, resolvi voltar para casa. E ficou combinado que então no dia seguinte por volta das 15hs eu renderia a amiga de minha mãe.
Nesse dia o meu marido, se ausentou de casa resolver um assunto pendente. E eu acabei almoçando sozinha e almocei um macarrão instantâneo. Deitei um pouco, pois comecei a ter dor de cabeça, mas, como não passava resolvi levantar e tomar um comprimido.
Quando peguei a caixa de primeiros socorros, abri-a e em voz alta sem saber o porquê perguntei: “mãe qual comprimido eu tomo?”. Quando percebi que fiz essa pergunta, sabendo que estava “sozinha”. Firmei meu pensamento, como quem não quer dar passagem a nada oculto. E peguei um comprimido de prednisona o qual eu tomo quase regularmente por ter artrite reumatoide. E voltei a deitar.
Mas, não demorei muito eu comecei a se sentir mal. Tudo começou a rodar e já comecei a fazer processo de vomito.
Quando o meu marido chegou eu já não aguentava ficar em pé. Ele “pacadão” como é, demorou a correr atrás de recurso... Enfim umas duas horas, após, um vizinho me levou até o posto de saúde próximo a minha casa, dali fui parar no posto 24horas.  
Passei a noite neste, sem que soubessem o que havia acontecido comigo.
Na manha seguinte, meu filho mais, velho chegou para me trazer um chinelo, porém, saiu e logo retornou e me deu a notícia. Notícia essa, que eu não queria jamais ter ouvido... Minha mãe havia falecido às 8hs e alguns minutos...
Na hora não me abalei com a notícia, parecia que eu já sabia.
Quando chegamos ao hospital, eu fui até a capela mortuária, ao ver minha mãe ali já sem “vida”, não sei por que fui do seu lado esquerdo e percebi que ainda estava quente, ou seja, ainda havia energia.
Meus irmãos já haviam feito alguns procedimentos como, por exemplo: acionar a funerária e providenciar a documentação junto ao hospital... Mas, escolher o caixão, fazer o pagamento e outras providencias a esses eu quis ir junto... Depois disso fui para casa e parecendo que estava fora de mim, não estava ansiosa nem triste... Assemelhar-se a que fui anestesiada ou coisa parecida...
Fui para a capela no cemitério da Água Verde, aonde aconteceu o guardamento do corpo de minha mãe e em momento algum quis me aproximar-se dela. E assim fiquei a noite toda, olhando ela de longe...
Sei que não era medo, pois nunca tive medo de pessoas mortas e principalmente jamais teria de minha mãe.
ESPIRITUALMENTE FALANDO: todo esse processo que vivenciei, sei hoje, que fui incumbida e envolvida no processo do despreendimento de minha mãe aqui na terra e as senhoras que foram até a casa de minha mãe, eu (inconscientemente e involuntariamente) as trouxe junto ao hospital para ajudarem minha mãe fazer o caminho da eternidade.
Isso prova que existe vida pós-morte. Sempre acreditei nisso, já que segundo a Bíblia Jesus subiu ao céu e esta sentado a direita de Deus pai todo poderoso..
E pensar que, eu quis muito estar junto a minha mãe na hora de sua "partida", fui por alguma força maior, fazer algo que jamais pensei...
Sempre gostei e aprecio espiritismo, embora nunca tenha "incorporado", apenas psicográfico, ou melhor: na minha simples compreensão entendo que os meus escritos são de certa forma psicografias, mas, nada que eu faça a finco e com a intenção.
Estudei alguns anos, mas sem praticar nada.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

VIDA PÓS-MORTE EXISTE?

     Nos últimos anos, eu e minha mãe, como em várias postagens, reportagem eu venho dizendo que éramos mais do que filha e mãe. Éramos amigas para sempre. E não era a toa, pois conversávamos sobre todos os assuntos possíveis e impossíveis.
     No inicio dos anos 2000, me ofereci para arrumar o álbum de fotografias de minha mãe. E nesse entre tempo, fizemos um trato ao rever fotos antigas de entes queridos que já não estavam mais entre nós.
    A mãe perguntou: “como será a vida após eu morrer?”. Eu disse: “não sei! Mas acredito que tenha vida pós-morte”. E continuei: “que tal a gente combinar uma coisa: aquela que for antes virá dizer para a outra como é a vida pós-morte”...
     Tenho visto minha mãe, tanto de dia como também em sonho. A sua presença é muito forte, pois a sinto como se não tivesse falecido.
     Sempre que percebo essa transição de energia, coloco no papel. Pois para mim é importante por dois motivos:
     Primeiro sei que ela esta por perto, tentando ajudar nós (seus filhos e família), pois acredito na vida após morte, já que compreendemos que JESUS RESSUSCITOU E ESTA SENTADO A DIREITA DE DEUS PAIS.
     Segundo: nunca fui ambiciosa em adquirir acumular bens materiais para esta vida, sempre me preocupando com a outra, já que a outra é “definitiva”, então entendo eu, que é nela que devemos focar e se preocupar...
 
     Vou aos poucos e na medida do possível deixar registrados aqui esses “fenômenos que estou vivendo com a minha mãe”... Para que aqueles que igual a eu acreditam na existência do espírito, possam também obter esses relatos para estudos e pesquisas e quem sabe um dia possa-se compreender o porquê do nascimento, da vida e da morte. Mas, principalmente desvendar para a aonde iremos após abandonar o corpo, a matéria...

AMO MINHA MÃE - POIS É MINHA VIDA, MEU REFERENCIAL

sábado, 1 de junho de 2013

Minha Mãe, Minha Vida, Meu Referencial

 
Uma vida inteira aprendemos que devemos lutar pela vida...
 
E nesse tempo contemporâneo, o desejo do poder e ter é muito mais priorizado do que priorizar a própria família.
 
Não se percebe que dessa vida carnal não se leva nada "apenas o conhecimento"?.
 
Quem é que sabe!!!
 
Só cabe somente a DEUS o mistério da existência, morte e do nascimento.

Eu hoje, não sou a mesma, algo mudou em mim, pois me dói ter que ir ao Tumulo de minha mãe levar flores, acender velas e entender que aquele corpo que me deu a vida e que nos últimos anos eu abracei, pois com os anos vindo nós duas éramos mais que mãe e filha, éramos principalmente amigas e agora ela está dentro dessa caixa de alvenaria tão frágil e que não tem espaço para mais nada.

Minha mãe, minha vida, meu referencial.

domingo, 19 de maio de 2013

quarta-feira, 15 de maio de 2013


Janete Schrederhof, na casa do Anderson Schrederhof - seu filho - abril de 2008. Na casa da Maria Helena Schrederhof 2008/2013.

Janete Schrederhof no Natal de 2009 na casa do tio Nelson Schrederhof

Bisa Janete, Vó Maria Helena, Pai Emílio e Elisa

 
Bisa Janete Schrederhof e Vó Maria Helena Schrederhof, visitam Elisa em 28 de janeiro de 2013

Janete Schrederhof em 1º de janeiro 2008


Janete Schrederhof, em 1º de janeiro de 2008 com a família (filhos, netos e amigos e amigas), no Parque Barigui - na Cidade de Curitiba.