Mãe e Filha. Amigas para Sempre!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

JANETE SCHREDERHOF - A SAUDADE QUE FICOU PARA SEMPRE

 
 

Sou totalmente contra quando médicos relatam aos pacientes que estão em estágio terminal.

Ninguém leva em conta o fator psicológico do paciente.
E nós seres humanos somos movidos totalmente pelo psicológico.
Nada que façamos é involuntariamente, tudo é produto do que pensamos, planejamos, imaginamos etc.

Portanto, dizer a uma pessoa que ela tem uma doença e que essa doença a levará a morte é proporcionar o adiantamento do natural dos fatos.

É amissível, que desde quando somos pequeninos em pré-escolar, tem psicólogos e pedagogos para nos acompanhar. Isso é possível e ocorre em toda a nossa vida, mas quando no final da vida, na mesma linha profissional, nos tratam sem piedade ao dar a noticia que nosso tempo no mundo está no fim. E ainda tem quem diga com precisão, como foi o caso de minha mãe que a médica previu 60 dias.

Mas, a minha duvida é: com a administração da ortotanásia seria isso mesmo? Minha mãe viveu após o diagnostico médico 62 dias.

Seu semblante nesta foto era de muita tristeza. Calou-se diante da vida sem saber o que era a morte, pois ninguém se prepara para tal situação, já que desde quando nascemos, somos posicionados a lutar pela vida, impondo até mesmo pisar nos outros para chegar aos objetivos egoístas e ambiciosos.

Minha mãe foi embora desse mundo com varias perguntas sem respostas. Além de perceber que seus filhos, embora criados por ela, são totalmente diferentes, no pensar e ver a vida...
 

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