Mãe e Filha. Amigas para Sempre!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

QUATRO SENHORAS (IDOSAS) VIERAM AJUDAR MINHA MÃE A SE DESPREENDER DA VIDA NA TERRA

No dia 19 de fevereiro deste ano (2013), eu estava junto a minha mãe no hospital. Ela já estava em estado vegetativo, pois por imposição de meus dois irmãos foi feito a ortotanásia, sugestionado pela médica que assistiu a minha mãe no processo da doença (câncer).
Mais ou menos eram umas 16hs e iriam ficar no meu lugar: um sobrinho e seu pai.
Enquanto eles estavam ausentes do quarto, eu ao lado de minha mãe sentada à beira de sua cama, segurando sua mão e horas eu rezava e conversava com Deus, horas eu conversava com ela.
Às vezes eu percebia que ela ainda escutava e entendia e devido a isso queria se comunicar, mas as suas forças eram limitadas. Não sei se por causa da medicação administrada ou pela sua própria condição em que estava...
Mas, suas mãos também horas se mexiam, horas ela segurava a minha.
Eu com a minha cabeça debruçada a sua cama, por um momento vi na minha casa, ou melhor, na casa de minha mãe que é junto a minha, vi quatro idosas se adentrando pela porta da casa de minha mãe. Percebi que três delas estavam com uma espécie de roupão na cor branca, mas no tecido que antigamente se fazia (saco de alimento, depois de alvejado). A última estava também com um roupão, mas na cor cinza e o cinturão azul celeste.
Todas essas senhoras eu vi pelas costas.
Quando percebi essa transição, levantei a cabeça, olhei para minha mãe e que continuava do mesmo jeito, sem alterações. Nisso eu comecei a ficar ansiosa para vir para casa. E vim.
No caminho eu senti que tinha algo que precisava fazer, mas não entendi o que.
Nessa noite dormi tranquila, praticamente desmaiei de cansaço. 
No dia seguinte eu decidi que iria render a amiga que estava com minha mãe, pois essa havia rendido à mulher do meu sobrinho e sua madrasta.
Quando cheguei ao hospital por volta das 19horas. A amiga de minha mãe, disse que eu poderia voltar e descansar mais um pouco, pois no dia seguinte sim, ela precisaria que alguém lhe rendesse, já que tinha compromissos particulares.
Bom! Percebendo eu que não tinha mais o que fazer ali, já que minha mãe estava em estado vegetativo, resolvi voltar para casa. E ficou combinado que então no dia seguinte por volta das 15hs eu renderia a amiga de minha mãe.
Nesse dia o meu marido, se ausentou de casa resolver um assunto pendente. E eu acabei almoçando sozinha e almocei um macarrão instantâneo. Deitei um pouco, pois comecei a ter dor de cabeça, mas, como não passava resolvi levantar e tomar um comprimido.
Quando peguei a caixa de primeiros socorros, abri-a e em voz alta sem saber o porquê perguntei: “mãe qual comprimido eu tomo?”. Quando percebi que fiz essa pergunta, sabendo que estava “sozinha”. Firmei meu pensamento, como quem não quer dar passagem a nada oculto. E peguei um comprimido de prednisona o qual eu tomo quase regularmente por ter artrite reumatoide. E voltei a deitar.
Mas, não demorei muito eu comecei a se sentir mal. Tudo começou a rodar e já comecei a fazer processo de vomito.
Quando o meu marido chegou eu já não aguentava ficar em pé. Ele “pacadão” como é, demorou a correr atrás de recurso... Enfim umas duas horas, após, um vizinho me levou até o posto de saúde próximo a minha casa, dali fui parar no posto 24horas.  
Passei a noite neste, sem que soubessem o que havia acontecido comigo.
Na manha seguinte, meu filho mais, velho chegou para me trazer um chinelo, porém, saiu e logo retornou e me deu a notícia. Notícia essa, que eu não queria jamais ter ouvido... Minha mãe havia falecido às 8hs e alguns minutos...
Na hora não me abalei com a notícia, parecia que eu já sabia.
Quando chegamos ao hospital, eu fui até a capela mortuária, ao ver minha mãe ali já sem “vida”, não sei por que fui do seu lado esquerdo e percebi que ainda estava quente, ou seja, ainda havia energia.
Meus irmãos já haviam feito alguns procedimentos como, por exemplo: acionar a funerária e providenciar a documentação junto ao hospital... Mas, escolher o caixão, fazer o pagamento e outras providencias a esses eu quis ir junto... Depois disso fui para casa e parecendo que estava fora de mim, não estava ansiosa nem triste... Assemelhar-se a que fui anestesiada ou coisa parecida...
Fui para a capela no cemitério da Água Verde, aonde aconteceu o guardamento do corpo de minha mãe e em momento algum quis me aproximar-se dela. E assim fiquei a noite toda, olhando ela de longe...
Sei que não era medo, pois nunca tive medo de pessoas mortas e principalmente jamais teria de minha mãe.
ESPIRITUALMENTE FALANDO: todo esse processo que vivenciei, sei hoje, que fui incumbida e envolvida no processo do despreendimento de minha mãe aqui na terra e as senhoras que foram até a casa de minha mãe, eu (inconscientemente e involuntariamente) as trouxe junto ao hospital para ajudarem minha mãe fazer o caminho da eternidade.
Isso prova que existe vida pós-morte. Sempre acreditei nisso, já que segundo a Bíblia Jesus subiu ao céu e esta sentado a direita de Deus pai todo poderoso..
E pensar que, eu quis muito estar junto a minha mãe na hora de sua "partida", fui por alguma força maior, fazer algo que jamais pensei...
Sempre gostei e aprecio espiritismo, embora nunca tenha "incorporado", apenas psicográfico, ou melhor: na minha simples compreensão entendo que os meus escritos são de certa forma psicografias, mas, nada que eu faça a finco e com a intenção.
Estudei alguns anos, mas sem praticar nada.

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